sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Hoje eu não vi o sol; vi os pássaros, mas não consegui ouví-los; o dia é quase uma sequencia da noite que ja devia ter passado. A noite pareceu-me se estender eternamente num silêncio assustador de pensamentos que insistiam em ficar. meus olhos estão embaçados numa angústia aflita e meus ouvidos só ouvem esses loucos pensamentos. Me apego com força ao rastro da razão, pra não perder o sentido e seguir adiante. Me apego às lembranças de que minha alma já teve outros invernos e eles não duram para sempre. As estações da vida passam, e tento levar o viço das flores, o calor que mantém a vida, as folhas caindo pra recomeçar, e por fim novamente ele chega, o inverno, que vem as vezes antes da hora, mas ele vai passar e em seguida as flores começam a nascer outra vez...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu corri... fiz as malas e mudei o rumo. Caras novas... problemas novos! Ontem dormi sorrindo, e sem perceber acordei em meio a muitas lágrimas, lágrimas que não são minhas. Todos os dias pinto um sol pra me acompanhar, mas ainda assim nuvens escuras querem cobrir meu sol. Gangorras de emoções que não são minhas, inquietam minha alma que já sossegava em seu novo caminhar. As minhas próprias dores? Ahhh, essas eu insisto em não permitir que sejam maiores que minha imensa vontade de viver e de sorrir; eu as supero, levando na bagagem a esperança, plantando no meu próprio jardim a certeza de que tudo pode ser diferente, e se não for, eu posso sossegar dentro de mim, por que sei que hoje pode não estar tão bom, mas nenhuma dor, dura para sempre.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A saudade

A saudade é engraçada; nos cobra a ausência dos que foram levados, e também dos que nos afastamos por escolha própria... reclama os sons, o cheiro e traz à lembrança como que num filme, momentos, passagens, situações.
Ahhhh quantas saudades das vozes daqueles que amo, das manias do meu velho pai, da ingenuidade infantil da minha mãezinha!!! Saudades dos meus irmãos, dos que me amam, dos que nem tanto, e do tempo em que éramos simplesmente irmãos.
Quando a saudade vem fazer sua cobrança, não considera se recebemos na mesma medida o amor que ofertamos; não questiona se minha falta é sentida, se o silêncio da minha voz ecoa em suas casas, fazendo-os talvêz chorar baixinho por que não estou mais lá.
É mesmo estranha essa saudade, que sem questionar se lá eu faço falta, me aperta o peito, revirando meus sentimentos na vontade de poder mais uma vez ouvir a voz, ver os sorrisos, compartilhar as histórias de todos aqueles que amo e que deixei pra trás.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ontem eu sonhei com você; Sonhei um sonho atrevido, desses que a gente não conta, nem mesmo diz que teve...
Meu corpo entrelaçado ao seu, confundindo o cheiro, a respiração e o desejo; Tremia por querer-te mais. No calor dos beijos, do toque, do prazer partilhado em gemidos e olhares. Nossos corpos pressionados na dança do prazer, quase se fundindo, se perdendo pra se encontrarem num só..
Logo acordei... Ao meu lado, apenas os travesseiros e a lembrança do sonho quase real, do desejo ardente de que a noite chegue outra vez e ao invés do sonho, que ela traga você pra mim, pra nos entregarmos na loucura ardente do prazer que é a gente se querer tanto que todo tempo é pouco, pra tanto se querer.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A fila anda...

Nascemos com a senha nas mãos e recebemos a ordem:
Vá para o fim da fila...
Mas isso não importa, minha posição na fila é mesmo o que menos importa;
O critério é secreto, particular e soberano.
Posso ter chegado primeiro e ir por último e quem sabe você chegou agora e logo será chamado.
Ninguém sabe, a fila anda e enquanto isso, só posso viver um dia de cada vez, sem pressa, porque com toda certeza quando chegar a hora de gritarem o meu número, ninguém poderá entrar no meu lugar...
Eu não tenho medo de amar... tenho medo é de nunca mais amar...
Meu coração sente falta, suspira, espera; Pelo amor que supere, que caminhe muitas milhas, que tolere as mudanças físicas trazidas com os anos;
Quem sabe não será amanhã, ou ainda hoje o dia de sentir tudo outra vez e pra sempre?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Canto pra tentar te esquecer, mas te esquecer não é assim tão fácil,
a melodia da música que canto é você;
o verso sai da alma ofegante, sufocada pela falta que você me faz.
Quem sabe um dia eu te encontre em outro lugar que não seja nos versos que eu fiz pra você.