segunda-feira, 25 de abril de 2011

Crise???

Quantos ventos, quantos janeiros, quanto tempo já ficou pra trás;
Quantos sonhos, quanto choro, quanta ilusão já deixei lá no começo da trilha.
Comecei por lá, com os anseios, as mordidas de lábio, o desejo do novo, da surpresa, do príncipe, da poesia, das coisas que não aconteceram...
Quantas manhãs, quanta chuva, quanta tempestade, quanto querer... e o espelho sempre a me dizer, “você tem muito tempo!”
E o tempo foi ficando lá, seu contexto, sua gíria, seu estilo... Os cabelos, a pele, o jeito despojado, livre, sem juízo...
Quanto tenho dentro de mim desse tempo que não volta mais?
Agora sei o que não imaginava, acredito no impensado, e sobriamente prossigo deixando coisas; A ousadia da juventude, o brilho da pele, os projetos pra idade adulta; sigo com cara de gente grande, lutando bravamente contra as nuvens escuras que querem me convencer de que naquele tempo eu era feliz e não sabia...

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