quinta-feira, 28 de abril de 2011

Saudades!

Tenho saudades da infância, da falta de informação...
Da total dependência, segura de que alguém faria por mim.
Tenho saudades da leveza dos pensamentos, da expectativa do encontro com o amor sincero e o “felizes para sempre.”
Tenho saudades da ponta da calçada de onde eu observava o mundo que pra mim era apenas ali.
Tenho saudades das fugas escalando alguma mangueira alheia; das conversas tão desinformadas sobre sexo.
Tenho saudades do universo limitado que era minha casa... Gente demais espaço de menos; Risos, provocações, necessidades... Cada um ao seu modo levou ou foi levado pela vida; Uns amadurecendo, outros apenas crescendo, conservando a infância na alma, e os sonhos, tão almejados sonhos.
Já não observo mais o mundo da ponta da calçada; hoje sei que ele vai além, muito além. o vejo assim, imenso como ele é.
Mas estou bem certa de que a saudade, essa imensa saudade que levo comigo, jamais foi capaz de fazer nascer em mim um desejo de querer voltar... Não, de lá só tenho a nostálgica lembrança da inocência e pureza da alma do meu tempo de criança

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